Boletim 106 : UBUNTU - O Linux que veio para ficar
Uso de software livre pode aumentar em função da crise global
À princípio, pode parecer que esta manchete interesse somente às empresas, mas cada vez mais, mesmo computadores de uso doméstico (tanto aqueles montados como os de grandes fabricantes) saem de fábrica com outro sistema operacional que não o Windows.
Para uma empresa são indiscutíveis as vantagens econômicas trazidas por esta solução, iniciando pela própria redução no custo do computador, passando pelo aspecto legal da utilização do software e principalmente por ganhar a liberdade de instalar/multiplicar uma infinidade de aplicativos a custo zero em todos os computadores.
Para o usuário doméstico, além do preço menor na aquisição do computador, praticamente termina a dúvida entre comprar novos programas/atualizações ou ficar eternamente “baixando” cópias piratas. Isto sem falar na imunidade em relação a pragas eletrônicas de toda espécie, que o ambiente LINUX proporciona, isto é, praticamente acabam as preocupações com antivírus, anti-spyware, anti-hacker, etc.
Por outro lado, iniciar-se em LINUX pode ser uma tarefa assustadora, principalmente para quem nunca mexeu em outro sistema operacional além do Windows. Mas, na verdade, pouquíssimas coisas são difíceis de usar no LINUX. Trata-se apenas de um sistema operacional diferente e com as suas peculiaridades.
Distribuições LINUX
Falando um pouco do sistema operacional LINUX, criado pelo finlandês Linus Torvalds em 1991, existem centenas de distribuições mantidas por organizações comerciais (Fedora, Mandriva, Suse, Ubuntu, Red Hat e Kurumin, só para citar algumas das mais utilizadas), mas uma das mais populares e amigáveis hoje em dia é a UBUNTU que está na versão 8.10 e é patrocinada pela Canonical Ltd (empresa fundada pelo sul-africano Mark Shuttleworth sediada na Ilha de Man e que trabalha na promoção do software livre). Uma grande vantagem em relação ao Windows é que são lançadas semestralmente novas versões do UBUNTU, totalmente grátis, podendo-se até solicitar o CD que chegará em casa vindo diretamente da sede na Inglaterra.
Aplicativos
Algo muito interessante nas distribuições LINUX é o fato de que elas incluem não só o sistema operacional propriamente dito, mas também uma série de aplicativos práticos e cheios de recursos. Ou seja, ao instalar um “pingüim” qualquer (símbolo/mascote utilizado pelo LINUX) você vai encontrar um mundo de aplicações para sair usando e, o mais importante, tudo em português do Brasil. E se não for o suficiente para você, dá para adicionar outros. Na verdade, há um substituto no LINUX para quase todos os programas do Windows e do Mac OS X.
O UBUNTU lê a maioria dos cartões de memória, drives USB, CDs, DVDs e discos flexíveis sem problemas. Ele tenta até lidar automaticamente com toda partição de Windows que localizar no computador. Repare, no entanto, que isso não funciona da maneira inversa: um Windows ou um Mac OS X não consegue ler suas partições LINUX sem ajuda de software adicional.
Conclusão
Agora, vai aqui minha opinião pessoal. Pelo texto que você acabou de ler, pode parecer que estou sugerindo a migração de tudo que existe no seu computador para o ambiente LINUX-Ubuntu. Calma, não é nada disso. Em primeiro lugar, saiba que você pode instalar junto ao seu Windows, uma partição LINUX, ou seja, um pedaço do seu disco rígido fica reservado ao uso do novo sistema operacional, sem interferência alguma em tudo que existe no ambiente Windows. A idéia que quero passar é que se você adquiriu um novo computador e este veio equipado com o sistema operacional LINUX-Ubuntu, não há necessidade de sair instalando um Windows qualquer para poder usar o computador da forma que você conhecia ou com os programas já familiarizados. Talvez seja a melhor oportunidade para iniciar-se no novo ambiente e com certeza não mais sair dele.
Naturalmente existirão diferenças de um e de outro (Windows x LINUX) que poderão trazer alguma incompatibilidade, tanto em nível de hardware como software, e que deverão ser avaliadas de forma específica.